Era só o que ela e todos que viviam desde então no seu planeta Terra viam, desproporção, mais falar de todos é muita coisa e ai teríamos mais uma desproporção, e ela agora que tinha notado todo esse exagero e provocado um escândalo mental não queria descobri las e sim entender as que acabava de notar.
Ela saia de casa com a mãe que sempre pegava suas roupas no armário e as doava sem autorização, alegando que era necessário ser caridoso, mais quando pela rua eram paradas por uma pedinte que carregava um bebezinho no calo e algumas mulambas, a mãe a segura com mais força a mão e balbuciava “desculpa não tenho”. E na próxima parada abria a bolsa e perguntava se gostaria de um sorvete.
Ela não entendia porque a bondade da mãe doava roupas e não podia doar simples e miseráveis moedinhas.
Ela ia a passeios com o pai que sempre dizia ao ver membro de religião x que eles não gostavam dos católicos e que Deus era um só e isso era um tremendo erro. Mais quando ele avistou um conhecido de anos atrás disse-lhe: Aquele homem ali é uma excelente pessoa pena que segue ensinamento Y.
Ela não entedia porque para o outro era um tremendo erro lhes julgar e para ele se resumia a um mero comentário, com ar quase inocente.
Ela ouvia a professora ensinar que era preciso repartir dividir com os coleguinhas, não ser egoísta, e isso ela ouvia com ouvidos de ouvir , porque apesar de criança, sabia que não saia dividir. Mais quando a “tia” ganhava tantas balas compradas na cantina, na hora do recreio, e tantas vezes ela quis e como quis pelo menos sentir por um minutinho o sabor daquelas balas em cima da mesa, a tia nunca dava,nunca dividia, pegava todinhas e guardava dentro da bolsa.
Ela não entendia porque a “tia” queria que ela dividisse o lápis de cor e ela não podia dividir as balas.
Ela ouvia o seu líder religioso dizer, amai uns aos outros..., mais e fosse vista com a adolescente grávida na rua seria advertida das conseqüências de tal ato pelo próprio, diga com quem tu andas,que te direis quem tu és...
Se ela amava queria ajudar e apara ajudar ela precisava estar perto.
Mais tarde ela ouvia na tv sobre o preconceito, negros não queriam ser chamados de negros, será que chama los de branquelas seria menos ofensivo? Deveriam lutar para não serem apelidados em geral e sim para serem chamados por seus nomes.
Homossexuais reclamando respeito, muitas vezes se vendendo sem se dar o próprio.
Pessoas lutando por amor com armas de odeio,inveja e traição.
Políticos prometendo mais liberdade a uma nação e depois tentando conquistar a sua própria por ter aprisionado dinheiro alheio.
Tudo estava fora do lugar, tudo acontecia aqui deste lado, mais era como se aqui fosse lá, la do outro lado do espelho.
E como ela poderia se defender de toda esse paradoxo, com seus dedos finos, sua mão cinicamente quebrável, seu olhar perdido, suas pernas finas, e lábios imóveis?
Suas idéias, seus ideais.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
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Um comentário:
Thati adoreei o texto *-*
mto legal msm!
tá firme e forte aqui né :D
bjo ;*
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